CLP-CSEM

19 19e June 19e 2007

Classificações

Filed under: Sem categoria — Luís @ 14:13

Encontra-se nos materiais da disciplina a tabela com as propostas de classificação final, tendo em conta o estabelecido no Programa.  

Avaliação A avaliação do decurso do ano lectivo, no regime de avaliação contínua, terá por base uma componente escrita obrigatoriamente individual de avaliação sumativa, que consistirá em dois testes, com igual peso, e uma componente complementar correspondente ao trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo no âmbito da disciplina. Para a classificação final, tomar-se-á como referência a atribuição de 60% à componente de avaliação sumativa e 40% ao trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo.

A avaliação periódica será constituída por dois momentos de avaliação sumativa escrita.

Na classificação final, teve-se em conta, na avaliação contínua, os trabalhos realizados em grupo e os trabalhos realizados individualmente. Procurei valorizar o trabalho realizado, sem perder de vista a obrigação de rigor e exigência.

Para esclarecimento de qualquer dúvida ou correcção de eventuais lapsos, estarei na Escola na 5.ª feira, dia 21, da parte da manhã (das 9H30 às 12h30).  Da parte da tarde, procederei ao lançamento das classificações finais.Na 4.ª feira, dia 20, também estarei na Escola, mas encontrar-me-ei a participar numa reunião do Conselho Científico, pelo que só estarei disponível no intervalo da reunião.

Podem ainda contactar-me para o meu endereço de correio electrónico: barbeiro@esel.ipleiria.pt.

O professor

L. B. 

1 01e June 01e 2007

Dúvidas Linguísticas V

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 18:19

Beneficência ou beneficiência?

A palavra correcta é beneficência – que provém do latim ‘beneficentia’, e não de benefício (benefício, por sua vez, deriva do latim ‘beneficium’).

31 31e May 31e 2007

Dúvidas Linguísticas IV

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 19:52

Viagem ou viajem?

Em resposta à dúvida colocada pelo nosso colega Jorge Bastos, apresentamos de seguida a explicação de quando é que se usa “viagem” e “viajem”. O sítio da internet Ciberdúvidas da Língua Portuguesa responde da seguinte maneira a esta dúvida:

Escrevermos determinada palavra com j ou g, depende, geralmente, da sua origem. Sendo assim, escrevemos viagem, porque deriva do provençal “viatge”. Estamos, naturalmente, a tratar do substantivo e não do verbo viajar, que em todas as suas formas se escreve com j.

Configuração formal da escrita

Filed under: Sem categoria — grupo12 @ 12:58

Geralmente considera-se que a Natureza do texto escrito reside no seu conteúdo e estrutura linguística não se engloba a sua materialidade, contudo para que o texto exista perante o leitor tem d assumir essa materialidade.
Antigamente o sujeito ao escrever um texto não podia fazer muito quanto á sua configuração formal, ou seja quanto ao seu aspecto. Porém essa separação entre o sujeito que escreve o texto e a configuração formal aprofundou-se com o recurso á tipografia. Agora ao passar um texto a computador o sujeito tem o cuidado de embelezar esse texto, de inserir imagens ligadas ao assunto ao qual se refere, de fazer sobressair o que considera mais importante e destacar os títulos usando os vários tipos de letra, diferentes cores e tamanhos.
A configuração formal permite estabelecer relações de diferenciação, de estruturação e de hierarquização entre unidades de um texto, quer estas sejam palavras, expressões, frases ou parágrafos.
Para que essas relações possam ser reconhecidas pelo leitor, há que ter em conta que tais relações têm por base o contraste entre elementos.
Observe , por exemplo os seguintes textos quanto à sua configuração formal:

Texto 1

Efeito estufa
O efeito estufa é um fenómeno natural, ele mantém a Terra aquecida ao impedir que os raios solares sejam reflectidos para os espaço e que o planeta perca seu calor, sem ele a Terra teria temperaturas medias abaixo de 10ºC negativos. O que vem ocorrendo e o aumento do efeito estufa causado pelas intensas atividades humanas, sendo a principal delas a liberação de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. Ele é um dos gases que naturalmente contribuem para a o efeito estufa normal do planeta, mas que agora com seu aumento na atmosfera pode intensificar esse efeito, levando a uma aquecimento maior do planeta.
A principal fonte de liberação de CO2 é a queima de combustíveis fósseis (combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina; carvão e gás natural). Outros gases liberados pelo homem também aumentam o efeito estufa, são eles o Metano, CFC e outros.

Texto 2

EFEITO ESTUFA
O EFEITO ESTUFA É UM FENÓMENO NATURAL, ELE MANTÉM A TERRA AQUECIDA AO IMPEDIR QUE OS RAIOS SOLARES SEJAM REFLETIDOS PARA OS ESPAÇO E QUE O PLANETA PERCA SEU CALOR, SEM ELE A TERRA TERIA TEMPERATURAS MEDIAS ABAIXO DE 10ºC NEGATIVOS. O QUE VEM OCORRENDO E O AUMENTO DO EFEITO ESTUFA CAUSADO PELAS INTENSAS ATIVIDADES HUMANAS, SENDO A PRINCIPAL DELAS A LIBERAÇÃO DE CO2 (DIÓXIDO DE CARBONO) NA ATMOSFERA. ELE É UM DOS GASES QUE NATURALMENTE CONTRIBUEM PARA A O EFEITO ESTUFA NORMAL DO PLANETA, MAS QUE AGORA COM SEU AUMENTO NA ATMOSFERA PODE INTENSIFICAR ESSE EFEITO, LEVANDO A UMA AQUECIMENTO MAIOR DO PLANETA.
A PRINCIPAL FONTE DE LIBERAÇÃO DE CO2 É A QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FOSSEIS (COMBUSTÍVEIS DERIVADOS DO PETRÓLEO, COMO A GASOLINA; CARVÃO E GÁS NATURAL). OUTROS GASES LIBERADOS PELO HOMEM TAMBÉM AUMENTAM O EFEITO ESTUFA, SÃO ELES O METANO, CFC E OUTROS.

Ao comparar os dois textos pode verificar que no primeiro se teve alguma preocupação com o seu aspecto estético facilitando a leitura enquanto que no segundo texto não houve qualquer preocupação com esse aspecto e este ao estar escrito todo em maiúsculas dificulta um pouco a sua leitura e não estabelece qualquer relação de diferenciação ou de realce com base nas maiúsculas.
Quando se pretende destacar qualquer elemento do texto é necessário que este contraste com os outros elementos para que seja percebido como diferente ou como mais importante.

30 30e May 30e 2007

Dúvidas Linguísticas III

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 20:45

Alcoolemia ou alcoolémia?

Tanto o Dicionário da Porto Editora (português) como o «Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Michaelis» (brasileiro) registam somente o vocábulo alcoolemia (de álcool+-emia).
Trata-se da presença de álcool no sangue.
Em alcoolemia, deu-se uma transferência da sílaba tónica. Enquanto álcool é palavra esdrúxula, alcoolemia é grave.

Dia Mundial da Criança

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 19:43

Em antecipação ao Dia Mundial da Criança apresentamos aqui o poema “Liberdade” de Fernando Pessoa, que tem uma frase conhecida de todos: «o melhor do mundo são as crianças».

 

 

 

LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira

Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…

Fernando Pessoa

29 29e May 29e 2007

Dúvidas Linguísticas II

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 10:52

Empreendedorismo ou empreendorismo?

Apesar de a palavra empreendedorismo não se encontrar registada em nenhum dos dicionários de língua portuguesa à nossa disposição, a sua utilização está correcta, uma vez que se encontra correctamente formada (empreendedor + sufixo -ismo), ao contrário de empreendorismo, que pressupõe a elisão de algumas letras da palavra empreendedor ou uma forma empreendor, que não existe.

Comunicação

Filed under: Materiais CLP — grupo06 @ 10:03

Entende-se por comunicação todo o intercâmbio de informação que decorre entre sujeitos ou objectos.
No seu sentido social é um campo de conhecimento académico que estuda a comunicação humana em sociedade. A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim.
Estão envolvidos neste processo múltiplas maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, a oralidade, o texto e as imagens que nos permitem interagir com os outros e efectuar algum tipo de troca informativa.
O estudo da Comunicação é pois um universo amplo e sua aplicação é ainda maior. É nesta fase importante explicar o que é a Semiótica.

Semiótica - é uma ciência que estuda todo tipo de linguagem, tanto as verbais quanto as visuais. Quando dizemos que a Semiótica é a ciência de todas as linguagens, a primeira reacção é pensar que linguagem é sinónimo de língua, mas não; ela é tudo aquilo que faz sentido para nós, ou seja, todas as linguagens que o ser humano, um ser simbólico, é capaz de criar.)
Para a Semiótica, por exemplo, o acto de comunicar é a materialização do pensamento / sentimento em sinais conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são transmitidos e reinterpretados pelo receptor.
Nos dias de hoje, podemos falar em novos processos de comunicação, que combinam comunicação de massa , comunicação pessoal e comunicação horizontal.
Deste ponto de vista, dividimos à partida 3 temas:
1. Temas Técnicos – como ex., as telecomunicações,
2. Temas Biológicos – como ex., fisiologia, função e evolução,
3. Temas Sociais – como ex., jornalismo, relações públicas, publicidade, audiovisual e meios de comunicação de massa).
É daqui que partiremos para o tema que aqui nos traz: Multimodalidade.
Numa base simplista, poderíamos definir por Comunicação Multimodal, a utilização simultânea de vários meios de comunicação.
Esta definição de multimodalidade advém da definição utilizada em psicologia, quando se refere às modalidades sensoriais das pessoas, tais como
a visão, a audição, o tacto, o olfacto e o paladar.
As pessoas no seu ambiente diário utilizam vários canais de comunicação
(sentidos) para comunicarem entre si.

Linguagem

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 9:50

Linguagem

Desde o início, quem investiga a natureza da mente humana sempre se sentiu intrigado pela linguagem. As sociedades humanas possuem línguas e utilizam-nas.
Segundo Comrie, 1987, há aproximadamente 4.000 línguas em uso no nosso planeta. Todas as línguas usam frases para organizar ideias.
A linguagem pode ser usada de diferentes formas pelo emissor de uma mensagem durante um processo de comunicação. A escolha precisa da função da linguagem mais adequada aumenta a possibilidade de êxito no processo de comunicação, ou seja, a reacção desejada no receptor

28 28e May 28e 2007

Linguagem, Comunicação e Multimodalidade

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 20:53

Apresentamos de seguida as definições dos três conceitos essenciais do nosso tema: “Linguagem e outras formas de comunicação: multimodalidade”.

Linguagem (linguística)

SENTIDO LATO: sistema de sinais, signos ou símbolos escritos ou gestuais convencionalmente utilizados por uma comunidade humana ou animal para comunicar.

Linguagem (linguística). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2007. [Consult. 2007-05-28]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$linguagem-(linguistica)>.

Comunicação

substantivo feminino

1. acto ou efeito de comunicar;

2. troca de informação entre indivíduos através da fala, da escrita, de um código comum ou do próprio comportamento;

3. o facto de comunicar e de estabelecer uma relação com algo ou alguém; relação; correspondência;

4. o que se comunica; mensagem; informação; aviso; anúncio;

5. meio técnico usado para comunicar; transmissão;

6. capacidade de entendimento entre as pessoas através do diálogo;

7. passagem de um local a outro; acesso; via;

(Do lat. communicatióne-, «acção de participar»)

Multimodalidade

Multimodalidade é a integração dentro de um mesmo sistema, das três linguagens: oral, visual e textual. De outra maneira, multimodalidade envolve, geralmente, combinações de fala, gestos, texto, processamento de imagem. Assim sendo, multimodalidade pressupõe sempre a coexistência de duas ou mais modalidades de comunicação.

Dúvidas Linguísticas I

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 16:13

Obrigado ou obrigada?
Obrigado terá de concordar sempre em género (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com a pessoa que agradece: um homem dirá obrigado; uma mulher, obrigada; dois ou mais homens, obrigados; duas ou mais mulheres, obrigadas; e, finalmente, presume-se que um grupo de homens e mulheres agradecerá com obrigados.
Para saberem mais sobre esta dúvida linguística podem consultar o endereço: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=15865

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 15:56

Artigo

«O “peso” da obesidade»

A obesidade é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a “epidemia do século XXI”. Mais de um 1 bilião de adultos, em todo o Mundo, têm excesso de peso e metade sofre de obesidade. Portugal não foge à regra: estima-se que 40% da população adulta e um terço das crianças tenham este problema. Se não forem tomadas medidas sérias ao nível do tratamento e prevenção da doença, em 2025 metade da população mundial será afectada.
Além do estigma que carregam, os obesos têm uma maior probabilidade de sofrer de doenças crónicas, como diabetes, hipertensão e outras patologias cardiovasculares. Os custos com a obesidade e problemas decorrentes são elevados: estima-se que representam 3,5% das despesas com a saúde no nosso país. Um estudo recente da Escola Nacional de Saúde Pública aponta para gastos na ordem dos 500 milhões de euros anuais nesta área.
O tratamento e prevenção da obesidade exigem, sobretudo, alterações no estilo de vida. Estas passam por hábitos alimentares menos calóricos, com menos açúcar e gorduras e mais legumes e fruta, e maior actividade física regular.

Lília Ramalheira

Filed under: Crónicas — grupo06 @ 15:55

Crónica

Uma mudança urgente

As questões ambientais têm vindo, nos últimos anos, a adquirir um elevado protagonismo. O tratamento que tanto a imprensa, como a rádio, a televisão e até o cinema lhes dá revela que elas são objecto de crescentes preocupações sociais e políticas.
À cabeça das preocupações está o aquecimento global, do qual já se sentem as primeiras consequências, sendo as que se prevêem para o futuro ainda mais graves. De facto, o aquecimento global e o consequente aumento das temperaturas em todo o mundo é uma enorme ameaça para o ambiente.
O problema pode ser solucionado, em parte, através de uma utilização mais eficaz da energia e do aumento da produção energética a partir de fontes renováveis. Como todos reconhecem, os constantes desenvolvimentos na nossa sociedade têm conduzido a uma cada vez mais acentuada dependência dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), que são as principais fontes de energia a nível mundial. O facto de estas fontes não serem renováveis e serem poluentes torna necessário reduzir rapidamente a nossa dependência destes recursos. Neste sentido, Portugal deu recentemente um bom exemplo, apoiando a concretização da maior central de energia solar fotovoltaica do mundo. Mas não só de grandes empreendimentos se faz o investimento em energias renováveis. Também os consumidores particulares podem e devem investir em energias renováveis, bem como noutros comportamentos amigos do ambiente.
A maioria dos analistas acredita que as alterações climáticas se devem ao comportamento do Homem, que durante anos tem poluído como se daí não resultassem graves consequências.
Até certa altura, grande parte das pessoas desconhecia estes efeitos e a sua dimensão. Hoje já todos os conhecemos, embora ainda nem todos lhes dêem o devido valor e contribuam com a sua quota-parte para se conseguir um desenvolvimento sustentável.
As gerações mais jovens são as que me parecem mais despertas para as questões da preservação e protecção do meio ambiente. Apesar disto, somos ainda confrontados com demasiadas situações de desrespeito pela Natureza, impulsionadas, muitas vezes, pela falta de consciência ambiental, pela ineficácia das entidades fiscalizadoras e pela ausência de apoios financeiros para o desenvolvimento de projectos “ambientalmente” sensíveis.
Cabe a cada um de nós, não só aos outros, contribuir para a mudança de mentalidades e atitudes.

Rita Gonçalves

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 15:53

Crónica

Todos temos memória de ouvir as pessoas mais velhas falar numa decadência de valores nas gerações mais jovens. No entanto, as novas gerações optam simplesmente por adoptar valores diferentes por discordarem dos adoptados pelos seus pais e avos. Estes tendem a ter dificuldade em aceitar a nova mentalidade que se formou e consequentemente os comportamentos dos mais jovens.
A nova geração liberta os seus impulsos e aceita a diferença e a complexidade que sempre existiu mas que só actualmente é, pelo menos em parte, aceite.
Note portanto, caro leitor, que nem tudo está perdido. Há que manter sempre a esperança num futuro melhor!

Fernanda Campos

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 15:52

Crónica

“Aquecimento Global”

O aquecimento global é um fenómeno que deveria preocupar o Homem. O aumento da temperatura média à superfície da terra está a acabar com o equilíbrio e a estabilidade do nosso planeta.
Quem é o culpado deste fenómeno? Tem-se feito esta pergunta vezes sem conta, mas sem nunca se obter uma resposta satisfatória. Tudo indica que seja o Homem o grande culpado deste fenómeno. A “mão” do Homem tem, de facto, um forte impacto, uma grande influência no aquecimento global. A poluição que tem sido feita pelo “animal mais perigoso à face da terra” tem vindo a causar danos irreparáveis à Mãe Natureza, fazendo com que esta sinta necessidade de se “revoltar”. Na minha opinião, este fenómeno climático é a revolta do planeta Terra.
Entre muitos outros aspectos, o facto dos Estado Unidos da América ainda não terem assinado o Protocolo de Quioto revolta-me. Sendo esta uma das maiores nações poluidoras, por que razão não o assinam?
Todas as pessoas deviam parar e pensar um bocado… Será este, o futuro que almejamos?
Ana Oliveira

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 15:49

Crónica:

Um passeio diferente

Os números são preocupantes, mas ninguém sabe ao certo quantos são. Em Lisboa pensa-se que sejam mais de 900 sem-abrigo. Um em cada três tem entre 25 e 34 anos. A grande maioria é do sexo masculino, de nacionalidade Portuguesa e não consome drogas.
Do total dos sem-abrigo imigrantes em Lisboa, a grande maioria é proveniente da Ucrânia, Roménia, Angola e Cabo Verde.
A maioria destas pessoas não são toxicodependentes, no entanto, o consumo de drogas é o problema que mais se associa a esta situação. O alcoolismo vem logo depois, seguido da imigração ilegal.
É necessário definir uma estratégia de apoio a esta população, pois estas pessoas precisam de ajuda. Mas há anos que o seu único conforto é o trabalho dos voluntários que lhes tratam das feridas do corpo e da alma.
O cacau quente conforta o estômago e aquece o corpo, mas são as conversas e desabafos escutados pelos voluntários que lhes dão ânimo ao espírito.
Estas pessoas têm necessidade de se exprimir e carecem de atenção e é importante que tenham a quem recorrer.
Na rua todos se conhecem, é impressionante a maneira como se preocupam uns com os outros.
Cada noite, a novidade é o cacau quente ou um cobertor que os aqueça nas noites de Inverno, e é tão mais importante que os cuidados médicos prestados a cada um. É o contacto que se estabelece e os sorrisos que se arrancam a quem nada tem.
Apesar de novo, o ambiente estabelecido torna-se familiar. Ali todos se tratam pelos nomes, como se fossem vizinhos desde sempre, com uma inter-ajuda incrível.
São cada vez mais os idosos que encontramos. Vivem sozinhos e a rua para eles é uma oportunidade de saírem do isolamento.
Apesar do número de idosos ser grande, existem também muitos jovens, com uma longa vida pela frente e que por alguma razão preferem a rua, restando-lhes apenas um banco de jardim, sentindo-se muitas vezes rejeitados pela sociedade!
A nossa principal missão é atenuar, de uma certa forma, a tristeza esboçada nos rostos de pessoas que um dia já sentiram o que é a felicidade e que por alguma razão caíram num abismo e pobreza tais que qualquer ajuda é bem vinda!
Cláudia Silva

Filed under: Sem categoria — grupo06 @ 15:47

Caros colegas Csemistas!

A partir de hoje a dinamização do blog está a cargo do grupo 6, constituído por Ana Oliveira, Cláudia Silva, Fernanda Campos, Lília Ramalheira e Rita Gonçalves.
O tema que nos foi proposto foi : “Linguagem e outras formas de comunicação: multimodalidade”. Contamos publicar no blog alguns artigos interessantes sobre este tema, bem como outros posts sobre outros temas, curiosidades e dúvidas linguísticas.
Por hoje vamos publicar algumas crónicas e artigos elaborados pelos elementos do grupo.
Esperamos os vossos comentários.
Antecipadamente agradecidas.

Inté!

24 24e May 24e 2007

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 17:25

Então é que, para meu espanto, surge, do nada mais um terrível teste de QI?

Este não é um, não são dois, são três espectaculares testes de QI!
Um destes testes é um teste de destreza com o rato. Neste jogo temos que clicar no bloco vermelho e desviá-lo dos azuis o mais tempo possível. Se tocarem nas bordas do quadrado também perdem.

Se conseguirem aguentar mais do que 18 segundos serão fenómenos!

Outro teste é um simples teste de QI em que temos que responder as questões durante um determinado período de tempo.

Por fim, o ultimo jogo consiste em preencher casas de acordo com as instruções. É o teste do Einstein.

Os meus resultados foram maus, consegui fazer o teste do Einstein com dificuldades mas consigo aguentar 20 segundos nos cubos!

Aqui vai o link!

http://rapidshare.com/files/28111067/Testes_QI_Habilidade.rar

Para quem não sabe como obter os ficheiros, nada mais fácil. Acedem ao link e em baixo carregam em “FREE”. Depois preenchem o devido campo que lhes é indicado com os números e letras indicadas e carregam em “DOWNLOAD”. Depois guardam o ficheiro no ambiente de trabalho e extraem com o winzip. É muito fácil. Qualquer duvida perguntem ou comentem com a vossa duvida!

23 23e May 23e 2007

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 23:25

E cá estou eu de novo…

Vocês já devem estar a pensar “que chato” ou “este apanhou-lhe o jeito” , e não é que ambas estão correctas?!

Pois é isto de escrever num blog até que é engraçado, e isto vindo de uma pessoa que fez um trabalho para inglês sobre blogs e que disse que os blogs são uma moda. E realmente são, isto passa-me!

Mas eu vim aqui por outros motivos.

Descobri na net vários vídeos das nossas tão queridas e amadas PRAXES.

Um mundo novo se abriu este ano a todos os caloiros e como eu sou um deles e gostei de ter encontrado estes vídeos, acho que devo partilhá-los com todos!

Vejam e avisem o pessoal que ainda n viu, pois estes vídeos valem mesmo a pena.

Aqui ficam:

Cerimónia do Caloiro 2006 - 1. Início da Missa
Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 2 - Primeira Leitura
Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 3 - Caloiro Bêbado

Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 4 – Salmo
Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 5 – Casamento

Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 6 - Caloiro Floribella
Cerimónia do Caloiro 2006 - Parte 7 - Grito Académico

Comemtem e passem a todo o pessoal da turma!

Grupo 7

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 21:51

Pois é meus amigos, nos aqui no grupo 7 não vivemos so de jogos, brincadeiras e testes de QI para saber quem o tem mais elevado. Também fazemos pesquisas e procuramos transmitir muita informação a todos os visitantes deste NOSSO blog!

É por isso que vamos agora fornecer alguns esclarecimentos de como se escreve “Em bom português”:

Comecemos por algo muito comum e que muitas vezes dizemos sem sequer pensar nisso.

Ter de ou Ter que?

Qual será a forma correcta?

a) Tenho que me ir embora.

b) Tenho de me ir embora.

 

Escolhes-te “tenho que”? Pois é, realmente ouve-se tantas vezes estes erros que até o tomamos como certo. Mas a frase correcta, neste caso, é a da alínea b)

 

Vejamos porquê:

  • Ter que usa-se no sentido de “ter algo para”. Usamos esta expressão quando antes do “que” podemos subentender as palavras “algo”, “coisa” ou “coisas.
  • Ter de serve para exprimir “dever”, “obrigação”, “desejo” ou “necessidade” em relação a alguma coisa. Assim, tomando o exemplo inicial, “tenho de me ir embora” significa que se tem necessidade ou se é obrigado a ir embora.

Vejamos mais alguns exemplos:

  • Tenho de estudar. = sou obrigado/ tenho necessidade de estudar

Tenho que estudar. = tenho muitas coisas para estudar

  • Tenho que comer. = tenho alimentos para comer.

 

 

Tenho de comer. = tenho necessidade, ou devo comer.

Grupo 7

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 13:08

Olá de novo meus caros amigos e colegas!

Pelos vistos têm gostado da nossa forma interactiva de animar este NOSSO blog.

É certo que tenho aborrecido as pessoas, divulgando o blog e dando o link a todos, mas tem que ser…

Temos que ser duros nesta vida!

Assim sendo, e para descontrair um pouco dos testes de QI, iremos agora postar dois pequenos jogos onde podem também praticar o Cérebro sem terem que ser avaliados..

Iremos apenas brincar.

Se querem saber, eu ainda não consegui resolver estes jogos mas se alguém conseguir avise me e dê-me a solução…

Embora estes jogos já serem conhecidos, parece que não consigo resolve-los…

Comentem e digam se conseguem!

http://b0b0.no.sapo.pt/top/canibais.htm

http://b0b0.no.sapo.pt/top/frog_leap.htm

Grupo 7

22 22e May 22e 2007

O Vocabulário…

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 21:33

Olá de novo caros amigos e colegas. Sendo que este é um blog associado a uma disciplina denominada CLP, comunicação em língua portuguesa, convêm-nos a todos ter um excelente vocabulário. Ter um vocabulário rico e expressivo é o desejo de todos, no entanto, poucos são os que se dedicam a cultivá-lo. Actualmente, os veículos de comunicação de massa possibilitam a qualquer indivíduo entrar em contacto com as novas expressões, as quais enriquecerão o vocabulário e acrescentarão pontos positivos à cultura.
Assim, temos o prazer de vos indicar um pequeno jogo em que podem testar os vossos conhecimentos.
Não se esqueçam, comentem e deixem os vossos resultados…E lembro-vos que não estamos aqui para concorrer mas sim para aprender, por isso não tenham vergonha de postar os vossos resultados!

http://www.interney.net/testes/teste001.php
Grupo 7

Hergé - 100 anos

Filed under: Tema Livre — grupo01 @ 20:02

Hergé, criador da personagem Tintin e do seu cão Milu, nasceu em 22 de Maio de 1907 e faria 100 anos. Com Tintin viajou desde África, América Latina e Europa, e foi Tintin que viajou à Lua ainda primeiro que o homem.

Como escrevia hoje um jornal Belga ” Obrigado Hergé, cem vezes obrigado”.

Carlos Simões

Dia do Autor Português

Filed under: Sem categoria — grupo01 @ 19:48

Orfeu Rebelde

“Canto como quem usa
Os versos em legitima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza”.

Miguel Torga

Leiria - Dia da Cidade

Filed under: Sem categoria — grupo01 @ 19:38

Nesta bonita cidade povoada à sombra do seu imponente Castelo, D. Afonso III em 1254 reuniu as suas cortes, e foi pela primeira vez que estiveram representados o clero, a nobreza e o povo. Leiria já tinha alguma importância, até porque D. Afonso Henriques em 1 de Maio de 1154 lhe tinha dado foral, como ainda seu filho D. Sancho I em 13 de Abril de 1195, confirmado por D. Afonso II em 1214 e 1217.

Os campos do Lis eram férteis, a Feira de Leiria existia por obra de D. Dinis em 1295, o comércio foi-se desenvolvendo, as condições de vida da população foi melhorando significativamente, o que proporcionou um aumento da população.

Esta cidade cresceu também com a construção de igrejas e conventos, e em 1411 surgiu a fábrica do papel, surgindo em seu redor construções de novas casas e por consequência a formação de novos arruamentos.

Criou-se a Diocese em 22 de Maio de 1545, pela Bula PRO EXCELLENTI APOSTOLICAE SEDIS emitida pelo Papa Paulo III, como a elevação da vila de Leiria a cidade, por Carta de D. João III, datada de 13 de Junho do mesmo ano.

BRASÃO

“…Escudo de prata, águia bicéfala de negro, segurando nas garras à dextra um componedor e à sinistra uma almofada de tinta, tudo em ouro; em chefe, flor-de-liz de azul entre duas fontes heráldicas e, em ponta, uma folha de papel vermelho, enrolada nas extremidades. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com legenda a negro, em maiúsculas: FREGUESIA DE LEIRIA.

Carlos Simões

Hora de Balanço

Filed under: Sem categoria, Tema Livre — grupo01 @ 19:11

Nem por sombras quero influenciar qualquer nota final, que até pode ser negativa, mas em balanço deste ano lectivo do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia, justiça terá que ser feita em eleger o Professor de Comunicação de Língua Portuguesa, Dr. Luís Barbeiro, como aquele que mais se destacou.
Ao longo do ano, com a sistematização do trabalho, a metodologia, o rigor e a sua disponibilidade, merece o lugar cimeiro do pódio.
Mereceu a pena estar neste curso e conhecer este destacado Professor, já o conhecia de vista a nível partidário, e cimentei a minha opinião a tão distinta pessoa.A título pessoal quero agradecer o seu profissionalismo, a sua ajuda, o seu companheirismo, foi com eles que possivelmente todos nós apreendemos aspectos importantíssimos para a nossa vida futura. Para quem me conhece, sou mesmo assim. Gosto de elogiar as pessoas na hora certa, bem-haja Dr. Luís Barbeiro porque gostei de trabalhar consigo. O nosso Blogue é o exemplo do seu incentivo para o trabalho.

Carlos Simões

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 12:15

Muita coisa já foi escrita neste blog mas as verdadeiras capacidades de cada um não foram realmente testadas…
E qual a melhor forma de testas as capacidades dos participantes deste nosso blog?
Pois bem, o nosso grupo, dinamizador nesta semana, lembrou-se de uma coisa engraçada: que tal postarmos aqui um jogo que tem como principal função testar o QI?
Este é um teste fácil mas muito confuso.
É necessário estar com muita atenção…

Aqui vai o link:

http://b0b0.no.sapo.pt/qi.htm

Façam os vossos comentários com o resultado que obtiveram!

Grupo 7

Variação linguística

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 9:48

No interior de cada língua, existe DIVERSIDADE:

Pela existência de DIALECTOS nas diferentes regiões de Portugal:

PORTUGUÊS PADRÃO;
GÍRIAS – características específicas da camada jovem

EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE VARIAÇÃO:

- - > Variação diacrónica – (Kronos = tempo) – variação ou evolução da língua ao longo dos tempos;
- - > Variação dialectal ou diatópica – (topos = lugar) – variação no espaço geográfico, que dá origem a diferenças entre regiões (dialecto)
- - > Variação social ou diastrática – (status = camada, nível) – variação associada à diversidade social, isto é, à existência de grupos e camadas sociais (sociolecta)
- - > Variação discursiva ou diafásica – (phrasis = fala, discurso) – variação associada à diversidade dos actos discursivos em que participamos. Cada falante adequa a sua utilização da língua às exigências de cada situação discursiva (registo formal/informal; cuidada/corrente, familiar; oral/escrita)
- - > Variação individual – (phrasis = fala, discurso) – variação associada às características pessoais na utilização da língua, palavras e construções privilegiadas, hábitos linguísticos (idiolecto)

Grupo 7

21 21e May 21e 2007

Grupo 7

Filed under: Sem categoria — grupo07 @ 17:42

Olá meus caros amigos e colegas desta disciplina, denominada CLP. Venho por este meio, anunciar que a partir do dia 21 de Maio de 2007, inicia-se a participação deste nosso grupo no blog. O nosso grupo é constituído pela, Ana Reis, Ângela Moura, João Pinto e Tânia Policarpo.
O tema que teremos que apresentar é a variação linguística e como já demos alguma matéria nas aulas, mais tarde iremos postar aqui a matéria já leccionada, para os mais distraídos…
Então, para breve terão aqui esse material e quiçá, mais algum.
Grupo 7
Ps: se alguém me conseguir ensinar a fazer uma hiperligação para postar as crónicas eu agradeço!

16 16e May 16e 2007

Jornalismo digital

Filed under: Materiais CLP — Luís @ 17:04

Na sequência da aula de hoje, deixo-vos aqui a hiperligação para o texto “Webjornalismo” de João Canavilhas, no qual se apresentam alguns dos aspectos a ter em conta na utilização dos textos na página web, designadamente em sítios de carácter jornalístico.

Webjornalismo João Canavilhas

L. B.

9 09e May 09e 2007

Breve

Filed under: Vídeo — grupo11 @ 10:33

[video]http://www.youtube.com/watch?v=nQoQWZaxucA[/video]

7 07e May 07e 2007

Maddie….o anjo vindo do céu

Filed under: Tema Livre — grupo01 @ 22:26

Maddie, tens a idade da minha filha, e nestes dias penso em ti como fosses a Bruna, ando transtornado com o teu desaparecimento, todo o dia penso em ti, mas acredito que os anjos são imortais, e tu és um anjo que jamais nos deixará, e sabes porquê? Pelo motivo de todos os corações estarem contigo e transbordarem uma fé que vencerá qualquer força, de alguém que nestes dias não pretende que sorrias, que brinques, que digas «papá» ou «mamã» e que adormeças ao som de uma boa leitura, daquela história de encantar que adoras, aquelas mesmas que com tanto entusiasmo soltas gargalhadas profundas, com as célebres imitações dos personagens protagonizadas pelos teus «papás», e depois acabas por adormecer sorrindo. Nestes dias fomos soltando uma lágrima, mas estou a guardar todas as outras para abrilhantar o teu regresso. Anseio, ansiamos pela tua chegada, está à tua espera como a Bruna diz, « os batons, o verniz, o perfume, para o anjo ficar bué de fixe no seu regresso », sinal de quando um coração de criança acredita, o mundo transforma-se e renasce numa fé sem limites.

Beijos de muitas famílias que estão contigo

POR FAVOR, LIBERTEM o ANJO para ele conseguir voar até nós numa festa de LUZ!

Carlos Simões

6 06e May 06e 2007

Eleições…o dissipar das dúvidas

Filed under: Tema Livre — grupo01 @ 16:44

Hoje no final do dia vamos saber o resultado de dois actos eleitorais que considero muito importantes, o de França e ainda o da Madeira.
Quando faltam pouco mais de duas horas para o fecho das urnas, arrisco a dizer que Alberto João Jardim esmaga na Madeira com um resultado superior às últimas eleições regionais, aponto para 67%, e devemos perguntar ao qual se deve esta performance, não ao PSD que será o próximo Partido a atravessar momentos difíceis, mas sim à mensagem que consegue transmitir ao povo Madeirense, numa linguagem que chama a si o Povo, perceptível, sem rodeios, em que quem utiliza as “flores” linguísticas como arremesso serão sempre para decorar um “Jardim” maravilhoso que irá reinar mais uma vez a Madeira. Claro sinal que o Político tem que utilizar forçosamente uma estratégia em que o seu discurso deve chegar obrigatoriamente ao eleitor do meio rural, já que são estes que fazem a diferença num acto eleitoral.
Em França o conservador Nicolas Sarkozy (UMP) e a socialista Segolène Royal (PS), numa campanha vaga de ideias e na propaganda, os franceses escolhem dois modelos de sociedade, um “novo sonho francês” ou uma utopia de esquerda, que mais uma vez desencadeia propostas políticas megalómanas de elevado custo ao próprio Estado, repercutindo-se no próprio povo, o último a pagar. Mas também avanço com resultados finais, com Sarkozy a vencer com 53 a 56 por cento.

Carlos Simões

4 04e May 04e 2007

Explicitação / Implicitação

Filed under: Materiais CLP — grupo01 @ 22:32

H.P. Grice – Filósofo americano.

“Implicitação conversacional”

É uma “ sub-classe ligada à existência de uns tantos traços gerais do discurso”, e especificamente a um factor constante: um “princípio de cooperação”, desenvolvido através de um conjunto de “regras de conversação”, às quais é suposto um locutor conformar-se. (GRICE, H.Paul, 1979 [1975], “Logique et conversation”, Communications).

Diálogo:

- O que é dito.
- o que é implicado convencionalmente, com base, no que é dito.
- o que é implicado não convencionalmente, não depende apenas do texto, mas também da situação.

VEICULAÇÃO DE CONTEÚDOS

Conteúdos -> Explícitos – Implícitos-> Pressupostos – subentendidos

Conteúdos Explícitos « dizer alguma coisa »

Conteúdos Implícitos « levar alguém a pensar alguma coisa » - não constituem o verdadeiro objecto do dizer, da mensagem a transmitir.

Pressupostos – ancoragem directa, ligação directa a aspectos / elementos linguísticos do enunciado. Sem dependência do contexto e persistem geralmente sob negação. Ligados à competência linguística.

Subentendidos – ancoragem indirecta, sem ligação a elementos específicos do enunciado. Ligados ao contexto, à situação de comunicação, e também à competência «enciclopédica», ao conhecimento do mundo extra linguístico, a factores exteriores - mais sensível, mais flutuante.

Princípios que guiam o uso da língua

Princípio da Cooperação – Faça com que a sua contribuição conversacional seja adequada ao momento da interacção em que ocorre.

Grice subdivide este princípio em quatro subprincípios específicos que o concretizam – as Máximas Conversacionais de Qualidade ( tenta que a tua contribuição seja verdadeira), Quantidade, Relação e Modo – são considerados princípios universais que guiam a interacção conversacional.

Carlos Simões
Grupo01

29 29e April 29e 2007

Objectividade/Subjectividade

Filed under: Literacia, Oralidade e escrita — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 23:06

Objectividade
Objectividade é a qualidade daquilo que é objectivo, externo à consciência, resultado de observação imparcial, independente das preferências individuais.

Em epistemologia, o conceito de objectividade caracteriza a validade de um conhecimento ou de uma representação relativa a um objecto. Em outras palavras, o que é real e como sabemos se é verdadeiro o que inferimos a respeito da realidade? Isto depende, por um lado, do conceito do objecto alvo da atenção e, por outro, das regras normativas próprias da área em questão. Assim, do ponto de vista epistemológico, a objectividade não é sinónimo de verdade, embora seja comum confundir os dois [conceito]s, mas sim uma espécie de “índice de confiança” ou de “qualidade” dos conhecimentos e representações. Também não é sinónimo de fidelidade ao objecto ou à realidade, apesar de o termo ser muito utilizado com este significado, porque as regras normativas que permitem distinguir o que é objectivo do que não é são definidas, em cada contexto, pela comunidade de membros especializados no assunto.

Ainda no campo da filosofia, Kant apresenta a objectividade como algo que tem validade universal, independentemente de religião, cultura, época ou lugar. Neste contexto, sua contrapartida é o relativismo.

No campo da ciência, objectividade é a propriedade de teorias científicas de estabelecer afirmações inequívocas que podem ser testadas independentemente dos cientistas que as propuseram. Está directamente relacionada ao atributo das experiências científicas de que deve ser possível reproduzi-los. Para ser considerada objectiva, uma teoria, hipótese, asserção ou proposição deve ser passível de ser transmitida de uma pessoa para outra, demonstrável para terceiros, bem como representar um avanço no entendimento do mundo real.

No campo do jornalismo, objectividade é um atributo de um texto final. Para que um texto seja considerado objectivo, ele deve ser claro e conciso, além de apresentar um ponto de vista neutro.

Subjectividade
Termo relativo ao sujeito implícito ou explícito no texto literário; é o conjunto de manifestações discursivas afectas ao sujeito implicado num texto quer seja o autor, o narrador, a personagem ou o sujeito de uma composição poética. Opõe-se comummente a objectividade, que designa os aspectos referentes à opacidade dos factos representada no texto. A subjectividade diz respeito ao conhecimento de um sujeito/indivíduo em contacto com o mundo quer o objecto de conhecimento seja ele próprio quer sejam aspectos desse mesmo mundo.

A época moderna deu um lugar central ao conceito de sujeito. Abandonando o carácter abstracto no entendimento do ser individual da antiguidade, a modernidade é caracterizada por uma estrutura de auto-relação referente à subjectividade. Para Hegel, o princípio do mundo moderno é a liberdade da subjectividade. Esta implica quatro conotações: individualismo; direito à crítica; autonomia do agir; a filosofia idealista.

Campeonato Nacional da Língua Portuguesa

Filed under: Em bom Português, Escrita, Literacia, Oralidade e escrita — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 13:54

Tendo início a 25 Janeiro do corrente ano, o Campeonato Nacional da Língua Portuguesa dirigiu-se a todos os que pretendem melhorar o seu português, testando os seus conhecimentos num ambiente lúdico e competitivo.

Uma iniciativa conjunta do jornal Expresso, Jornal de Letras, Sic e Sic Notícias, com o patrocínio exclusivo do BPI, que contou com a participação de mais de 30 600 participantes (nem todos portugueses). Estes participantes foram organizados em três categorias etárias: menores de 15 anos; entre os 15 e os 18; maiores de 18.

“Há quanto tempo não faz um ditado?”. Inquiriu Bárbara Guimarães ontem, 28 de Abril, durante a grande final deste campeonato que contou com a presença de 282 dos concorrentes que lutaram pelo título de campeão da língua. Foram chamados seis por categoria etária, tendo-lhes sido adequados o ditado e os questionários de escolha múltipla.

Desde já congratulamos os grandes campeões:

Categoria - Menores de 15 anos
1.º Classificado - Eduardo Santos Silva
2.º Classificado - Ana Cláudia Vaqueiro
3.º Classificado - Leonor Reis

Categoria - Entre os 15 e 18 anos
1.º Classificado - Eloísa Pires
2.º Classificado - Ricardo Jorge Reis
3.º Classificado - Maria Helena Castro

Categoria - Maiores de 18 anos
1.º Classificado - Maria José Santos
2.º Classificado - Manuel Dias Lopes
3.º Classificado - Carlota Júlia Almeida

SAL em imagens

Filed under: Tema Livre — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 11:24

Tudo começou com a Serenata. Era a primeira vez que os caloiros traçavam as capas e passavam a corvos. Seguiram-se as noites no recinto: tunas, Da Weasel, Blind Zero, Bonga, Xutos & Pontapés e 4 Taste, foram algumas das bandas que animaram o recinto, juntamente com DJ´s convidados. Foram sete dias de animação, que contaram ainda com o tradicional desfile. “Ama Leiria, ama CSEM” foi o mote para os comunicadores mais famosos da cidade do Lis “espalharem o terror” pelas ruas.

A Semana Académica de Leiria (SAL) fechou as portas para balanço. Para o ano há mais. E porque “uma imagem vale mais que mil palavras”, vamos poupar doze mil…

28 28e April 28e 2007

Duzentas ou duzentos? Morto ou matado?

Filed under: Em bom Português — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 15:01

Duzentas quilogramas ou duzentos quilogramas?
A forma correcta é Duzentos quilogramas porque quilogramas é um nome comum, masculino.

Ter morto ou ter matado? (verbos com duplo particípio)
O verbo matar possui dois particípios passados, um regular (matado) e um irregular (morto). Resta saber quando se deve usar um ou outro. Pois bem, a forma regular usa-se com os verbos ter e haver (ter matado, haver matado) e a forma irregular, aplica-se com os verbos ser e estar (ser morto; estar morto). Esta regra aplica-se aos outros verbos com dois particípios.

Correcção do post “Assim se escreve/fala…
a) O rapaz foi acusado de ter matado os pais.
b) Ele declarou estar convicto da sua culpabilidade.
c) O rapaz tinha entregado a procuração a tempo.
d) Ele declarou ter ganhado muito dinheiro com aquele negócio.
e) Ele foi liberto pouco tempo depois.
f) Ele considerou que o dinheiro tinha sido mal empregado.

27 27e April 27e 2007

Doutores & Engenheiros

Filed under: Crónicas — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 20:26

Numa trivial conversa de café, foi colocada em cima da mesa a recente polémica sobre a formação académica do nosso primeiro-ministro, investigada pelo Público. As atenções centraram-se mais no título pelo qual é vulgarmente conhecido – engenheiro José Sócrates – do que propriamente no seu currículo.

“Porquê chamar-lhe engenheiro, se ele não exerce essas funções enquanto primeiro-ministro?! É como chamar a um formado em medicina “doutor”, quando este é vendedor de automóveis! Ora, essa pessoa não está a exercer medicina!”, comentou um dos (a)locutários.

É aquilo a que chamaria a “cultura dos títulos”. Senhor doutor para aqui, senhor engenheiro para acolá… As pessoas têm nome próprio, ou não?! Enfim, há, no entanto, quem faça mesmo questão. Pessoalmente sou “anti-títulos” (mas respeito). Já fui tratado por “Dr.” e não gostei. Frequentemente oiço “jornalista” e também não acho grande piada (apesar de estar no exercício dessas funções).

Este é um caso generalizado e que começa bem cedo. Quem é que não teve, enquanto petiz, pelo menos uma alcunha? Quatro-olhos, Trinca-espinhas, Baleia, Pé-de-vento, Libelinha, são alguns “títulos” atribuídos e que substituíam os naturais João, Ana, Maria, António, Teresa. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e num mundo cada vez mais “titulado”, qualquer dia o número de doutores e engenheiros per capita atinge um valor tal, que ninguém se entende…

Não há nada como as coisas simples e naturais: Pedro (ponto).

Assim se escreve/fala…

Filed under: Em bom Português — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 18:06

Escolha o particípio passado correcto de modo a completar as frases.
a) O rapaz foi acusado de ter matado/morto os pais.
b) Ele declarou estar convicto/convencido da sua culpabilidade.
c) O rapaz tinha entregado/entregue a procuração a tempo.
d) Ele declarou ter ganhado/ganho muito dinheiro com aquele negócio.
e) Ele foi libertado/liberto pouco tempo depois.
f) Ele considerou que o dinheiro tinha sido mal empregue/empregado.

PS: Soluções no próximo post.

26 26e April 26e 2007

Quem mexeu no meu queijo?!

Filed under: Tema Livre, Vídeo — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 19:38

Apesar das dificuldades apresentadas pelo WordPress para a publicação de vídeos, deixamos-te aqui um pequeno episódio de “Quem mexeu no meu queijo?!”. Dois ratos e dois duendes são os protagonistas de uma animação que vai para além do ecrã…

Primeira parte
Segunda parte

25 25e April 25e 2007

O dia em os cravos são mais que uma flor…

Filed under: Tema Livre — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 12:44

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se “Dia da Liberdade” o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

O 25 de Abril visto 33 anos depois
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divisões estejam limitadas aos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, às facções políticas dos extremos do espectro político e às pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens não se dividem sobre o 25 de Abril.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.

Quase todos, com muito poucas excepções, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo. As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e lamentam as nacionalizações.

25 de Abril em Leiria

“25 de Abril Sempre!” Ontem Leiria saiu à rua. A chuva não demoveu. A música manifestou-se. O povo gritou: viva a liberdade!

24 24e April 24e 2007

Conotação/Denotação

Filed under: Oralidade e escrita — Ana Borba, Cátia Martins, Joana Correia, Nuno Martins e Pedro Jerónimo @ 18:11

Conotação é o conjunto de caracteres compreendidos na significação de um dado termo, conceito, etc. Além do sentido referencial, literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras ideias associadas, de ordem abstracta, subjectiva. Estes dois conceitos são muito fáceis de entender se lembrarmos que duas partes distintas, mas interdependentes, constituem o signo linguístico: o significante ou plano da expressão - uma parte perceptível, constituída de sons - e o significado ou plano do conteúdo - a parte inteligível, o conceito. Por isto, numa palavra que ouvimos, percebemos um conjunto de sons (o significante), que nos faz lembrar de um conceito (o significado).  

A denotação é justamente o resultado da união existente entre o significante e o significado, ou entre o plano da expressão e o plano do conteúdo. A conotação resulta do acréscimo de outros significados paralelos ao significado de base da palavra, isto é, um outro plano de conteúdo pode ser combinado ao plano da expressão. Este outro plano de conteúdo reveste-se de impressões, valores afectivos e sociais, negativos ou positivos, relações psíquicas que um signo evoca.  Portanto, o sentido conotativo difere de uma cultura para outra, de uma classe social para outra, de uma época a outra. Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente a mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no prestígio que cada uma delas evoca.  

Desta maneira, podemos dizer que os sentidos das palavras compreendem duas ordens: referencial ou denotativa e afectiva ou conotativa.  A palavra tem valor referencial ou denotativo quando é tomada no seu sentido usual ou literal, isto é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é objectivo, explícito, constante. Ela designa ou denota determinado objecto, referindo-se à realidade palpável. 

Denotação é a significação objectiva da palavra; é a palavra em “estado de dicionário”  Além do sentido referencial, literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras ideias associadas, de ordem abstracta, subjectiva.  

Conotação é a significação subjectiva da palavra; ocorre quando a palavra evoca outras realidades por associações que ela provoca  O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e conotação: 

DENOTAÇÃO: palavra com significação restrita; palavra com sentido comum do dicionário; palavra usada de modo automatizado; linguagem comum.  CONOTAÇÃO: palavra com significação ampla; palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum; palavra usada de modo criativo; linguagem rica e expressiva.

23 23e April 23e 2007

Antes que o dia acabe — Dia Mundial do Livro

Filed under: Escrita, Tema Livre — Luís @ 20:18

Antes que o dia acabe, relembro-me mais uma vez de não deixar passar sem assinalar aqui o Dia Mundial do Livro. Tento recordar, ao jeito de coluna social, os livros que mais me marcaram. Recordo sobretudo uma fase em que decidi (decisão bem consciente e preparada para a tarefa que antevia difícil e a necessitar de persistência)… decidi ir ler os clássicos. Foi assim que li Gargântua, Pantagruel, o Dom Quixote, os Pensamentos de Pascal, alguns volumes de À Procura do Tempo Perdido de Proust e ainda Nietzsche e Kafka (O Processo e A Metamorfose ainda hoje me são reveladores da realidade que nos rodeia!). Agora que me pergunto quais os livros mais marcantes da minha vida, é curioso que são sobretudo estes títulos que me vêm à mente… Afinal, tratava-se de uma aposta avalizada pelo tempo…
Outro livro se me evoca… porque várias vezes, mas as duas primeiras foram absolutamente distintas: da primeira vez, aí pelos catorze anos, acho que não o consegui nem compreender nem terminar… da segunda vez, dois anos depois, devorei-o e tive de o reler uma terceira de imediato. Ficou para sempre, como uma Aparição… porque falo desse livro de Vergílio Ferreira. Quando mais tarde o leccionei e observava a reacção dos alunos, recordava sempre essas duas leituras. Como se esse livro estivesse à espera que eu crescesse para o poder ler e compreender. O contraste foi como uma aparição.

E os livros da vossa vida?

L. B.

21 21e April 21e 2007

Falácias da argumentação

Filed under: Argumentação — grupo05 @ 22:30

Começamos por explicar o que é o argumento.
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O argumento exprime com frequência o conceito geral de prova. É interessante todavia registar a exposição bonaventuriana, das mais complexas que se conhecem sobre o tema: tem o argumento quatro acepções. Equivale, primeiramente, à actividade raciocinante; toma-se, depois, como breve suma de algum prolixo; assume ainda o sentido de meio em que reside toda a força da argumentação, e chama-se, também, por fim, argumento à proposição máxima em que se firma todo o vigor da ilação. Em todas estas acepções chama-se-lhe argumento porque aguilhoa a mente e a ilumina para intuir a verdade e dar-lhe a sua adesão. Segundo Tomás de Aquino, o argumento é um processo pelo qual a razão progride do conhecido para o desconhecido. Ora,uma vez que toda a força do argumento reside no termo médio, já que é ele o veículo promotor do avanço lógico de todo o processo, por isso se torna o medium como o verdadeiro argumento, seja esse meio um sinal, uma causa, ou um efeito. Neste meio,como princípio essencial da prova, se contém toda a validade ou substância da argumentação que se produz. Daí o chamar-se argumento não só ao substracto da prova mas a toda a proposição prognóstica do desenvolvimento a produzir. Assim se torna coerente com a prova a noção de síntese antecipativa.

Falácias
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Há um certo número de “armadilhas” a serem evitadas quando se está construindo um argumento dedutivo; elas são conhecidas como falácias. Na linguagem do dia-a-dia, nós denominamos muitas crenças equivocadas como falácias, mas, na lógica, o termo possui significado mais específico: falácia é uma falha técnica que torna o argumento inconsistente ou inválido.

(Além da consistência do argumento, também se podem criticar as intenções por detrás da argumentação.)

Argumentos contentores de falácias são denominados falaciosos. Freqüentemente parecem válidos e convincentes; às vezes, apenas uma análise pormenorizada é capaz de revelar a falha lógica.

A seguir está uma lista de algumas das falácias mais comuns e determinadas técnicas retóricas bastante utilizadas em debates. A intenção não foi criar uma lista exaustivamente grande, mas apenas ajuda-lo a reconhecer algumas das falácias mais comuns, evitando, assim, ser enganado por elas. (more…)

19 19e April 19e 2007

Textos de apoio

Filed under: Materiais CLP — Luís @ 18:34

Géneros jornalísticos 
Tal como aconteceu no semestre passado, para que tenhamos referenciais comuns, para além do que os diferentes grupos apresnetaram na aula, coloquei na reprografia os Textos de Apoio relativos aos géneros jornalísticos.
Destinam-se a estudo, a reflexão e à existência de referenciais comuns para todos, quer para os grupos que trabalharam os géneros em causa, quer para os restantes.

Componente teórica
Também coloquei na reprografia um conjunto complementar de Textos de Apoio relativos à componente teórica, para a matéria que não se encontrava contemplada no primeiro conjunto. Chamo, no entanto, a atenção para o facto de uma parte da matéria teórica leccionada neste semestre estar integrada nos últimos textos do conjunto do semestre passado (por isso, por muito tentador que seja, não convém colocá-los de lado na totalidade…).

Bom estudo (mesmo com Semana Académica, para além das terças e quintas-feiras…)!

L. B.

17 17e April 17e 2007

Questionários sobre a entrevista realizados a Dina Isabel e Judite de Sousa

Filed under: Sem categoria — grupo05 @ 19:38

Dina Isabel, locutora da Rádio Renascença

1 - O que é para si uma entrevista?

DI: A entrevista é uma técnica de perguntas e respostas, que implica o diálogo entre duas pessoas.

2 - Como prepara uma entrevista?

DI: Para preparar uma entrevista é necessário ter em conta o tipo de entrevista. Por exemplo no caso da entrevista a uma pessoa em particular, é necessário à partida tentar saber algo sobre ela antes de a entrevistar. Recorrer a uma pré conversa junto das pessoas mais chegadas e recorrer por exemplo à Internet no caso das pessoas famosas. Tentar saber à partida o que a pessoa poderá dizer, estudar o carácter da pessoa e surpreende-la para tentar saber coisas novas e não só aquilo que à partida já se sabe.
No meu caso particular, elaboro tópicos com possíveis questões antes da entrevista, tento não respeitar perguntas, ir armado com “ferramentas” que poderão ajudar e seguir outros tópicos que poderão surgir.

3 - Que tipo de procedimentos e/ou questões se devem evitar numa entrevista?

DI: Tenho em conta vários procedimentos como é o caso de não formar a entrevista previsível de modo a não lhe tirar os possíveis atractivos, seguir sempre uma linha de questões cuidadosa e credível.
Em relação às questões, tento não fazer perguntas que à partida já sei as suas respostas e tentar evitar as perguntas consideradas do “costume” e descabidas.

4 - Qual a linguagem mais adequada para uma entrevista?

DI: Nas minhas entrevistas tento ter uma linguagem cuidada e sem erros. Tento colocar-me no papel do ouvinte e perceber se ele está a conseguir captar a mensagem nunca perdendo de vista o público.

5 - Qual a diferença entre entrevista e questionário?

DI: O questionário cinge-se a perguntas e respostas sem uma sequência lógica, ou seja, sem a necessidade de seguir um sentido ou um fio condutor. A entrevista segue uma linha de diálogo entre o entrevistador e o entrevistado. A medida que vão surgindo as respostas vão surgindo as possíveis questões.

Dina Isabel,
Locutora Rádio Renascença

Judite de Sousa, apresentadora de televisão da RTP

1 - O que é para si uma entrevista?

JS: Uma entrevista é um género jornalístico. Temos a reportagem e temos também a entrevista. Nesta situação jornalística, aquilo que temos é um acto de comunicação que no caso da TV envolve, na definição de Edgar Morin, o entrevistado, o entrevistador e o público. Há quem considere que a entrevista é a disciplina por excelência do jornalismo já que a entrevista implica perguntas e respostas que nos dão informação ou que nos esclarecem sobre matérias de interesse público. Faz parte da natureza do trabalho jornalístico perguntar. E, assim, temos as entrevistas que fazemos no âmbito das reportagens, quando ouvimos os sujeitos da notícia, e temos as entrevistas que se constituem como programas autónomos de informação, como é o caso da ” Grande Entrevista ” da RTP.

2 - Como prepara uma entrevista?

JS: No dia a dia, as entrevistas são preparadas em muito pouco tempo. O Repórter que sai para o terreno para cobrir uma determinada história tem de saber ou estar preparado para chegar ao local e fazer perguntas sobre aquilo que está a acontecer, sobre aquilo que ele vê, sobre os assuntos que o interpelam. No caso das Grandes Entrevistas, aí temos 3, 4 ou mais dias de preparação. Cada caso é um caso. Tudo depende do volume de trabalho que o jornalista tem, da sua capacidade de trabalho, do número de pessoas que constituem a sua equipa de documentalistas…etc.

3 - Que tipo de procedimentos e/ou questões se devem evitar numa entrevista?

JS: Nenhuma questão se deve evitar desde que sejam as perguntas que a opinião pública quer ver respondidas e esclarecidas. O Orson Wells tem uma frase fantástica: ” Não há perguntas difíceis. As respostas é que podem ser.”

4 - Qual a linguagem mais adequada para uma entrevista?

JS: A linguagem só pode ser correcta e em bom Português, como é óbvio.

5 - Qual a diferença entre entrevista e questionário?

JS: Um questionário é um conjunto de perguntas que se envia a alguém para que essa pessoa responda. É o que está a acontecer com este vosso pedido à RTP. Uma entrevista é uma situação comunicacional olhos nos olhos.

Cumprimentos
Judite Sousa

Entrevista

Filed under: Materiais CLP — grupo05 @ 19:32

A entrevista

Paintball

Filed under: Tema Livre — grupo07 @ 9:14

Olá meus caros colegas e amigos participantes neste blog!
Queria por aqui este post só para experimentar e ver como se faz isto, visto que não sou muito adepto de blogs, mas com a escrita também me lembrei…
Já que a nossa turma tem tantos problemas de grupinhos, falta de união e pouca participação neste blog, eu decidi colocar aqui um desafio…
E se cada grupo pegasse em si e viesse jogar Paintball?
Ah?! Não sabem o que é?
Para os mais distraídos, o Paintball é um jogo em que cada elemento têm uma arma com bolinhas de tinta, com o objectivo principal de acertar no máximo número de adversários e suja-lo com a tinta da cor da nossa equipa!
Existem muitos outros jogos, como o assalto ao castelo, por exemplo…
Talvez um joguinho destes sirva para aumentar o espírito de turma que, pelos vistos, anda a faltar.
Pede-se aos interessados, caso haja, que se dirijam à minha presença para qualquer esclarecimento de dúvidas…

Atenção que não é de borla!

PS: Espero que gostem do meu 1º Post e Fernando Santos para a rua!

João Pinto
Grupo 07

Pedido de esmola

Filed under: Materiais CLP — Luís @ 8:58

Ainda se devem lembrar do texto e actividade que serviu de ponto de partida para este 2.º semestre: o pedido de esmola na tabuleta do cego. Aqui fica esse texto com a reflexão que ele desencadeia acerca do papel da linguagem, quanto aos objectivos (ilocutórios) e quanto aos efeitos (perlocutórios).

«Um cego pedia esmola. Tinha uma pequena tabuleta dependurada ao pescoço que dizia: «Por favor, dê uma esmola ao ceguinho.»
Um dia, alguém passou por ele e perguntou-lhe: «Recebe esmolas que sejam suficientes para a sua sobrevivência?» A resposta foi a de que a generosidade dos transeuntes não era assim tão grande. Então, esse alguém sugeriu substituir o que estava escrito na tabuleta.
Daí a tempos, passou para saber se a generosidade dos transeuntes continuava a ser tão pequena. E o cego respondeu: «Agora, é muitíssimo melhor. O que é que o senhor escreveu?»
E a resposta veio: «Foi simples. O que agora a sua tabuleta diz é o seguinte: 
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. »

  Neste ponto, parámos e algumas das respostas dadas e seleccionadas pelos grupos foram as seguintes:

G01: “Sobreviver… o direito fundamental da vida humana.”

G02: “Se o seu filho fosse cego, iria gostar de viver com mais uns cêntimos por dia.”

G05: “Através da visão, consegue ler esta tabuleta que representa a minha solidão.”

G06: “Não posso ver, mas posso ouvir,
          faça com que ouça o som das moedas a cair… Obrigado!”

G07: “Consegue ver a minha pobreza? Eu não consigo… Ajude-me a sobreviver!”

G10: “Até um pequeno grão de areia pode formar um deserto. Ajuda-me…”

G12: “Preciso da sua compaixão, ajude quem precisa!”

E no original? Aqui fica a revelação e a reflexão acerca da linguagem, da sua ligação aos contextos e situações e da procura da sua adequação aos objectivos que queremos atingir:

 «Daí a tempos, passou para saber se a generosidade dos transeuntes continuava a ser tão pequena. E o cego respondeu: «Agora, é muitíssimo melhor. O que é que o senhor escreveu?»
E a resposta veio: «Foi simples. O que agora a sua tabuleta diz é o seguinte: ‘Amigos, vem aí a Primavera, e eu serei um dos poucos que não a poderão ver.’»

Isto quer dizer que há muitas formas de dizer o mesmo: elas serão mais ou menos eficazes, conforme as situações e os contextos. Será necessário que, na competência linguística individual, e de acordo com as possibilidades que uma língua proporciona a todos os seus utentes, cada um possa adoptar a forma mais adequada. Para esse efeito, nada melhor que uma reflexão sobre algumas das virtualidades da sua própria língua.»

Correia, João David Pinto — A expressividade na fala e na escrita. (adapt.) In Rodrigues,  Adriano Duarte et al. — Falar Melhor, Escrever Melhor. Lisboa: Selecções do Reader’s Digest, 1991.

Com a revelação, poderá surgir a impressão de que não seguiríamos o memso caminho… que talvez a proposta original não contenha o segredo da boa esmola… talvez até escolhessem uma das propostas alternativas que os grupos apresentaram (poderão dizê-lo nos comentários)… Mas o que fica do texto e das propostas dos grupos é precisamente que é possível pormos em prática estratégias linguísticas de acordo com o que consideramos adequado a cada situação de comunicação.

L. B.

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